15 RAZÕES POR QUE O MANDAMENTO DO SÁBADO NÃO SE LIMITA AO POVO DE ISRAEL


1a.) Porque foi estabelecido na criação quando não existia UM SÓ JUDEU (Gên. 2:2, 3).

Obs.: “Argumentos do silêncio” não servem de prova nem contraprova de nada. O não ser dito que Adão guardava o sábado se neutraliza por não ser dito que NÃO o observava. O desempate é que Deus fez três coisas quanto ao sábado--nele descansou, o abençoou e santificou, termo que significa SEPAROU (como “memorial da criação”).

2a.) Porque Isa. 56:2-7, desfaz a falsa teoria de o sábado limitar-se a Israel. Deus convida os ESTRANGEIROS a se unirem ao Seu concerto com Israel, no contexto da expressão do divino ideal de que “a Minha casa será chamada casa de oração PARA TODOS OS POVOS” (não só para Israel).

Obs.: Há grande confusão e ignorância entre muitos sobre os reais motivos de Israel ser tida como “nação eleita”. Isso não foi só para obter PRIVILÉGIOS, mas tendo uma MISSÃO--ser “testemunhas de IHWH” e “luz das nações” até os confins da Terra (Isa. 43:10; 49:6).

3a.) Porque Jesus, o Supremo exemplo, observava o sábado e disse não ter vindo abolir a lei, e sim cumpri-la (Luc. 4:16; cf. Mat. 5:17-19). Ele JAMAIS disse para se deixar de observar qualquer mandamento da lei divina. No fim do Seu ministério confirmou aos discípulos e “às multidões” que deviam seguir TUDO que os líderes judaicos ensinavam. Isso inescapavelmente inclui a fiel guarda do sábado (ver Luc. 13:14). Só não deviam ser hipócritas como eles (Mat. 23:1-3).

4a.) Porque Jesus confirmou que “o sábado foi estabelecido POR CAUSA DO HOMEM UNIVERSAL-anthropós, não do homem judaico (Mar. 2:27).

Obs.: Na segunda parte de Mar. 2:27 Cristo confirma as origens edênicas do sábado ao dizer, “. . . e não o homem {foi criado} por causa do sábado”. Sua intenção nessa afirmação não era desqualificar o preceito, mas as falsas interpretações farisaicas ao mesmo. Também deturpavam o 5o. Mandamento, quando lhes convinha (Mar. 7:9-12).

5a.) Porque Cristo declarou-se “Senhor do sábado”, não para abrir uma exceção na sua perfeita obediência (afinal, Ele era Senhor de TODA A LEI, e nem por isso podia matar, roubar, mentir. . ), mas para indicar Sua AUTORIDADE quanto ao preceito para CORRIGIR as distorções aplicadas ao mesmo pela liderança judaica do Seu tempo (Mat. 12:8 e Mar. 2:28).

Obs.: Cristo não debatia com a liderança judaica SE deviam observar o sábado, nem QUANDO observá-lo, e sim COMO observá-lo no devido espírito. E onde é dito que o sábado foi desestabelecido?

6a.) Porque em Mat. 24:16-20 Cristo profetizou que duas coisas continuariam após Sua partida: a) o inverno e suas dificuldades de fugir então para os montes; b) a guarda do sábado por Seus seguidores. Ele queria prevenir que fossem apanhados de surpresa em suas congregações num sábado, ante os invasores inimigos, bem como da perda de tudo por não poderem levar seus pertences num sábado.

Obs.: Isso não se limita ao meio urbano--fala dos que estavam na Judeia e no campo. Aos sábados havia portas menores e o próprio Cristo, Seus discípulos e até os fariseus estavam no campo num sábado (Mat. 12:1, 2). E quem prova que a guarda do sábado se restringiria aos cristãos etnicamente judeus?

7a.) Porque as santas mulheres que serviam a Cristo, após Sua morte foram preparar unguentos para embalsamar o Seu corpo, mas “no sábado repousaram conforme o mandamento” (Luc. 23:56). Logo, elas NÃO APRENDERAM pelos atos e palavras de Cristo:  a) que o sábado cessava com Sua morte por apontar a Ele simbolicamente; b) que era mero símbolo da salvação em Cristo, daí que quem O tinha como Salvador estaria dispensado de tal regra.

Obs.: É incrível que quem vive quase 2.000 anos depois de Cristo pretenda saber interpretar Suas palavras e atos sobre o sábado melhor do quem viveu junto a Ele. Elas eram etnicamente judias, mas ideologicamente CRISTÃS.

8a.) Porque no Concílio de Jerusalém, ante as alegações dos judaizantes quanto a regras legais de Israel, entre as coisas decididas de que os crentes gentios deviam abster-se (isto é, NÃO praticar), o sábado NÃO entra (Atos 15:20, 29).

Obs.: A ausência de regra CONTRA o sábado denota que não pairavam dúvidas a respeito e não foi objeto das discussões no concílio.

9a.) Porque Paulo dedicava-se a pregar a judeus e gentios nos sábados (Atos 17:2). Em Filipos, ONDE NÃO HAVIA SINAGOGA, “no dia de sábado” ele e seu grupo buscaram um local para um tempo de comunhão com Deus junto ao rio (Atos 16:13). O argumento de que todos os dias oravam não explica o fato de Lucas fazer questão de informar que todo o grupo o fez num sábado.  Também Paulo ficou um ano e meio em Corinto pregando todos os sábados na sinagoga a judeus e gentios e nunca lhes disse que o sábado havia sido abolido, e agora a regra era, seja o domingo ou o diaqualquerismo/dianenhumismo (Atos 18:1-4, 11). Em Atos 25:8, o Apóstolo diz nada ter feito contra a lei judaica defendendo-se de acusadores judeus. Se fosse violador do sábado, logo levantariam isso contra ele.

10a.) Porque em Heb. 8:6- 10, a passagem mais importante da Bíblia a tratar de mudança do Velho para o Novo Pacto, NADA é dito de que com a mudança de pactos o sábado fica de fora e, seja o domingo ou o dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo, toma o seu lugar.

Obs.: Nem diz que Deus escreve nos corações a “lei de Cristo”, ou a “lei do amor”, ou a “lei do Espírito”, mas as “Minhas leis” [de Deus]. Decerto isso tudo é nelas incorporado. Os aspectos prefigurativos não seriam escritos nos corações: Hebreus foi escrito quando o seu autor e seus leitores primários sabiam que o véu do Templo se rasgara de alto a baixo (Mat. 27:51). Heb. 8:6-10 repete Jer. 31:31-33, logo são as AS MESMAS leis de Deus do tempo do Profeta, excluídos os aspectos prefigurativos, cerimoniais.

11a.) Porque TODAS as Igrejas-mãe da cristandade (notem, T-O-D-A-S) ensinam oficialmente HÁ SÉCULOS (em seus documentos confessionais clássicos, históricos) que os 10 Mandamentos seguem normativos à Igreja em TODOS os seus preceitos (notem, T-O-D-O-S), tendo o sábado caráter MORAL e UNIVERSAL desde a CRIAÇÃO DO MUNDO. Batistas e presbiterianos até dizem ser da LEI NATURAL. Antes da Reforma, católicos e ortodoxos ensinavam basicamente o mesmo. Os assembleianos o confirmam em obras da sua editora, CPAD, (embora canhestramente todos esses tentem aplicá-lo ao domingo).

Obs.: Essas Igrejas todas ensinam também a “distinção” entre as leis--Moral (o Decálogo), Cerimonial e Civil, as duas últimas não mais aplicáveis aos cristãos.

12a.) Porque não só os cristãos ensinam há séculos que os 10 Mandamentos são a LEI MORAL de Deus, como expõem que os primeiros 4 preceitos tratam de nossos deveres para com Deus, e os 6 últimos, idem quanto ao próximo, como consta dos documentos confessionais de católicos, ortodoxos, luteranos, batistas, presbiterianos e anglicanos.

Obs.: Isso inspira a pergunta: “Por que sob o novo concerto nossa expressão de amor a Deus sobre todas as coisas se reduzirá de 4 para 3 preceitos?”

13a.) Porque além de nada haver de fim de sábado nas Escrituras, MUITO MENOS é dito que os Apóstolos adotaram o  domingo em sua substituição. As “provas bíblicas” disso que amiúde se apresentavam nem são levadas mais a sério pela esmagadora maioria dos evangélicos/protestantes que na prática preferem crer que o princípio de dedicar um dia ao Senhor, que ao longo de séculos e milênios beneficiou homens e até animais de carga, foi abolido.

Obs.: As razões lógicas, práticas e espirituais para o fim de tal princípio simplesmente não são indicadas...

14a.) Porque a ciência comprova os benefícios físicos, mentais do sábado e os crentes sabem de seus benefícios espirituais. Todos precisam de um dia regular de descanso e refrigério espiritual por semana, sobretudo nesta época tão prenhe de fatores estressantes.

Obs.: Por que discriminaria Deus aos judeus tal bênção sendo que Ele “não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34)?

15a.) Porque em Isa. 66:22, 23 é profetizado que até na Nova Terra, na qual “habita a justiça” (2a. Ped. 3:13), o sábado prosseguirá servindo como “memorial da criação” eternamente aos remidos.

Obs.: Não há nenhuma razão para a criação do céu, da Terra, do mar e de tudo quanto neles há deixe de ter o seu “memorial” honrando o Criador de todas as coisas por todos os séculos da eternidade. Davi lembra que as obras de Deus são 'memoráveis” (Sal. 111:2-4). Inúmeras versões de Isa. 66:22, 23 trazem a expressão “cada sábado”, em vez de “de um sábado a outro”, como a reputadíssima tradução francesa de Louis Segond, a pastoral católica e nossa Bíblia na Linguagem de Hoje.

Prof. Azenilto G. Brito
Ministério Sola Scriptura
Bessember, Ala., USA

 


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