PERSEVERAI NO SENHOR

A Primeira Igreja Gentia

(Veja Atos 11:19-30)

Nestes versículos encontra-se uma descrição divinamente dada da primeira igreja gentia que se formou, e, como quando Deus quer estabelecer uma coisa nova nos dá muitas vezes logo no seu começo uma amostra do que Ele quer que ela seja, devemos estudar as características desta assembleia com grande interesse.

Como o Evangelho chegou até eles

O Evangelho foi levado a Antioquia em resultado da perseguição que se tinha levantado em Jerusalém após o martírio de Estevão (Atos 7). E nisto vemos um incitamento para não desanimarmos quando a oposição se apresentar no serviço e testemunho do Senhor. O Diabo teve esperança de fazer banir o Nome de Cristo quando derramou sua fúria sobre os irmãos em Jerusalém; mas pelo contrário, fez com que o Evangelho se espalhasse mais, sendo assim cumprido o propósito de Deus de que ele chegasse até aos gentios, e assim Deus torna a ira do Diabo e dos homens em louvores para Ele.

A pregação – a autoridade de Jesus

Os que foram espalhados em consequência da primeira perseguição foram até Antioquia, e ali pregaram o Senhor Jesus aos gregos. Os títulos do nosso Senhor nas Escrituras não são empregados de um modo vago; cada um deles tem o seu significado especial, e compreenderemos muito melhor as Escrituras se apanharmos bem o sentido dos muitos nomes e títulos do Senhor segundo aparecem.

Aqui os discípulos pregaram o Senhor Jesus. Proclamaram a sua autoridade. Isto infelizmente falta muito na pregação moderna. Os homens empregam muitas vezes O Nome com muita pouca reverência. Falam de São João, São Paulo, São Pedro, não pronunciam os nomes dos apóstolos sem este prefixo, enquanto ao falarem do Filho de Deus, apenas dizem Jesus de Nazaré e nada mais. Não diziam assim os antigos pregadores do Evangelho; proclamavam a Sua glória, e em toda parte exortavam os homens a que se submetessem a Ele, como Aquele que Deus tinha feito o maior de todos.

Pregavam o nome de Jesus em toda a sua significação preciosa. Era para eles, assim como o é para nós, os que O conhecemos, o Nome mais doce em lábios humanos. Fala-nos dEle, o “Homem de dores”  (Isaías 53:3) que em misericórdia  humilde desceu para nos salvar. Fala-nos da Sua bendita vida em que a infinita ternura do Seu coração se manifestava constantemente. Diz-nos como Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades. Maravilhoso Nome!

Mas foi este o nome que os homens repeliram, pois Ele foi desprezado e rejeitado. Um estábulo com animais quando nasceu, e uma cruz entre ladrões quando morreu, eis o que o mundo Lhe concedeu. Mas Deus tem feito este mesmo Jesus, tanto Senhor como Cristo. Tem-no exaltado grandemente e tem-lhe dado um nome acima de todos os nomes. Coroas de glória imortal brilham sobre a Sua testa sagrada. Está acima de todas as coisas tanto no céu como na terra, como também debaixo da terra. Todo o joelho se curvará perante Ele e toda boca confessará que a autoridade universal é Sua por direito.

A graça de Deus por meio dEle

Mas há mais do que autoridade no título do “Senhor”. Ele foi colocado naquele lugar poderoso para dispensar a graça de Deus aos homens, e esta é uma verdade importante ligada a este grande título. No livro dos Atos dos Apóstolos e na Epístola aos Romanos ver-se-á que a salvação está sempre ligada a Ele como Senhor. “Crê no Senhor Jesus e serás salvo” (Atos 16:31). “Se com a tua boca confessares o Senhor Jesus... serás salvo” (Romanos 10:9). A salvação está ligada ao Senhor. É Ele que nos dispensa a graça de Deus. Isto é exemplificado no caso de José no Egito no livro de Gênesis. Ele tinha sido feito governador ou senhor de todo o Egito e todos tinham recebido ordem de curvar o joelho perante ele; mas neste lugar era ele quem dispensava todos os favores de Faraó. Faraó, o rei, dizia: “Ide a José” (Gênesis 41:55). O Senhor Jesus Cristo está no trono de Deus para dispensar aos homens a graça de Deus. Aquele que nos amou ao ponto de dar a Sua vida para nos salvar é Aquele mesmo que agora ministra toda a graça de Deus, e todos que quiserem desfrutar dessa graça que salva eternamente, tem que se voltar para Jesus, O Senhor.

Eles pregaram o Senhor Jesus, o único em quem os homens podem encontrar quando precisam, e “grande número creu e se converteu ao Senhor”.  Creram nas benditas novas que lhes trouxeram a respeito de Cristo, mas não só creram como também “se converteram ao Senhor”. E aqui podemos ver o que falta a tantos. Alguns creem no Evangelho, mas não passam dali. Por que será? Têm crido, sem dúvida, mas não têm se convertido ao Senhor.

Quem se volta para o Senhor, volta as costas para o mundo. Encontra-se no Senhor em quem está toda a graça de Deus uma nova fonte de suficiência para tudo. Até ao tempo de nos termos voltado para o Senhor, as nossas fontes eram do mundo, ali íamos procurar simpatia, auxílio e prazer.  Agora não, temos nos voltado completamente. O mundo já não é mais a fonte de nossas provisões. Em vez disso, dizemos: “Todas as minhas fontes são em Ti” (Salmo 87:7).

Nas dificuldades, nas tristezas, na fraqueza, na tentação ou no serviço, voltamos-nos imediatamente para o Senhor? Estão nossos olhos postos naquela direção, momento após momento? Se verdadeiramente nos temos voltado para o Senhor, estamos a olhar para Ele somente e dEle nos vem o Seu suprimento de graça para todas as nossas necessidades, porque o Seu suprimento é sempre suficiente.

Este povo de Antioquia creu e se converteu ao Senhor, e as novas chegaram aos da igreja em Jerusalém, e mandaram Barnabé para ver o que estava acontecendo, e quando chegou e viu a graça de Deus, ficou muito alegre. A graça que tinham recebido, e continuavam a receber do Senhor, podia ver-se em todas as fases das suas vidas, e quando Barnabé viu isto ficou contente. É uma boa coisa quando se vê assim manifestada a graça de Deus. Agrada aos olhos e alegra o coração. Não há vista igual na terra.

Um homem de bem

Barnabé era um homem de bem, cheio do Espírito Santo e de fé. Prouvera a Deus que houvesse mais homens iguais a ele. O homem de bem se ocupa com o bem. Há de procurar o que é bom nos seus irmãos e há de regozijar quando descobrir e ajudar a produzir neles ministrando-lhes Cristo e orando por eles. Aquele que estiver ocupado com o bem é um homem de bem. Somos formados de maneira que o Espírito afeta todo o corpo, e se o espírito estiver preocupado com as coisas do mundo, tornar-nos-emos mundanos, em todos os nossos modos e atos. Podemos não nos dar conta disso, mas os outros hão de ver. Moisés quando desceu da montanha não percebeu que o seu rosto brilhava, mas os israelitas bem o viram. O pobre Sansão associou-se a má companhia, deixou o serviço do Senhor para se entregar ao pecado, e por consequência perdeu o seu caráter de nazireu (Juízes 6; Números 6) e não percebeu que a sua força o tinha abandonado, mas os filisteus sabiam-no. Irmãos, aquilo de que o espírito se ocupa é o que afeta o nosso caráter; transparece nas nossas vidas e os outros tomam nota disso, quer seja bom ou mau.

A grande exortação

Quando Barnabé viu a graça que era manifestada naqueles discípulos, exortou-os a que “perseverassem no Senhor com propósito do coração”. Ele tinha essa única exortação a fazer-lhes. Era a coisa mais importante que ele podia ter lhes dito, e a coisa mais importante que pode ser dito a nós. Nós precisamos tanto dela quanto eles precisavam. Não importa quanto nós sabemos; se não perseverarmos no Senhor, para nada serviremos com todo o nosso conhecimento. Não importa se sabemos pouco; se perseverarmos no Senhor, faremos progressos.

É preciso notar que ele não disse “permaneça no Pastor” ou “permaneça no Salvador”. Por quê? O Pastor há de guardar-nos com a Sua mão de onipotência, porque é assim que Ele segura as Suas ovelhas a despeito de qualquer inimigo ameaçador e aqueles a quem Ele salva estão salvos para sempre. Mas reconhecendo-o como Senhor, temos de perseverar n’Ele para testemunhá-lo neste mundo porque toda a graça que necessitamos está n’Ele. Assim como um general quando vai para a guerra, não há de permitir, se puder, que o inimigo o envolva e o separe da sua base de operações, porque sabe que nesse caso há de ser vencido, assim nós também que vivemos no país do inimigo, temos que nos manter em contato íntimo com a fonte dos nossos recursos. Estes recursos estão no Senhor.  Daí a necessidade de perseverarmos n’Ele com propósito de coração. Não podemos passar sem a graça de Deus, porque ela é o sopro vital do cristão. É tão necessária ao nosso bem-estar como o mar é necessário aos peixes e a atmosfera às aves, e toda a graça de Deus vem por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

E muita gente se uniu ao Senhor

Tem muito significado o fato de justamente neste ponto lermos de bênção espalhando-se entre o povo e de homens sendo convertidos e unidos ao Senhor. O testemunho destes discípulos estava em poder, porque as suas palavras eram apoiadas por vidas felizes e cristãs. Eles praticavam a palavra tanto quanto a pregavam. Onde falta isto não poderemos esperar ver gente unir-se ao Senhor do dia para noite, e quando se usam meios mundanos para tentar converter homens o caso torna-se ainda pior, por este método arrastados para a direção oposta. Para conduzir as pessoas ao Senhor temos que primeiramente vivermos nós mesmos em vivo contato com Ele, porque só assim poderemos servir de canais para que a graça de Deus passe para os outros. Temos que perseverar no Senhor com propósito do coração.

A Constância na vida e no serviço

Barnabé partiu para Tarso à procura de Saulo, e trouxe-o para a Antioquia, e durante um ano inteiro reuniram-se com a igreja e ensinaram muita gente.  Se perseverarmos no Senhor, haveremos também de amar e andar com aqueles que são do Senhor. Sabe-se como se forma um enxame de abelhas, cada abelha segue a abelha rainha; daqui vem o enxame. Se uma pessoa e outra, se todos nós, enfim, perseverarmos no Senhor, haveremos de estar muito unidos, e todos juntos cresceremos no conhecimento da verdade.

O único meio pelo qual os cristãos podem realmente conservar-se unidos e felizes, e crescer na medida da estatura completa de Cristo (Efésios 4:18) é perseverando no Senhor. Ora no caso presente a igreja local reuniu-se, e durante um ano inteiro assim continuaram. O ano inteiro é um perfeito período de tempo. Todas as estações estão nele incluídas – primavera, verão, outono e inverno. O que nós hoje em dia precisamos é constância na vida cristã. Alguns cristãos estão muito alegres no tempo do verão espiritual, isto é quando tudo ocorre bem, nas reuniões evangélicas especiais, ou quando se estão desfrutando bom ministério espiritual. Mas quando as coisas começam a andar mal, o sol do verão já não brilha, quando o tempo de inverno chega e as coisas não correm com prosperidade, começam então a entristecer e a estar aborrecidos. Não são constantes na experiência cristã. “O testemunho do Senhor” (2ª Timóteo 1:8) não só tem os seus tempos de prosperidade aparente, mas também parece que às vezes rugem os ventos do inverno e tempestade ao redor dele. Vejamos o que Paulo diz em 2ª Timóteo. Teve que dizer “O que estão na Ásia todos se apartaram de mim”. Não puderam suportar o tempo do inverno. Ele teve que dizer “Ninguém me assistiu” (2ª Timóteo 4:16) Esses cristãos não eram constantes nem firmes no testemunho que deram. Como podemos nós ser? Permanecendo no Senhor. Ele é tão suficiente para o tempo de inverno como de verão. Ele envia-nos, por assim dizer, tempos de sol, luz e conforto espiritual, e permite também que as nuvens se aglomerem algumas vezes por cima de nós, mesmo para o nosso bem, mas não permite que haja circunstâncias em que Ele nos não possa suster, e em que nós não possamos, com corações agradecidos, testemunhar por Ele.

É próprio de certos animais dormirem durante as tempestades do inverno, por que assim os fez Deus, mas nunca foi a Sua intenção que os cristãos se entregassem a si próprios nos dias de adversidade, e, entretanto muitos assim fazem. Pensam talvez que os outros cristãos são bruscos e frios para com eles, e então só se preocupam consigo próprios. Não estão perseverando no Senhor, aliás, derreteriam o gelo nos outros com o calor do verão que aquece os seus próprios corações; ou seriam como o espinheiro, que tão lindo se apresenta na primavera quando está em flor, e que no inverno quando chegam os gelos, deixa cair as suas bagas encarnadas com as quais se alimentam as aves que sem eles morreriam de fome. Deixemos, pois cair as nossas bagas encarnadas para o bem dos outros. Cristãos desta tempera são muito preciosos hoje em dia. Apraz a Deus que nós possamos ser desses.

Eles eram conhecidos como Cristãos

Estes discípulos fizeram progressos, cresceram no conhecimento do Senhor, e era isso o que o Senhor queria. Nós não desejamos fazer sensação, mas há uma coisa de que devemos ter mais medo do que isso, e é a inanição. Estes não estagnaram, fizeram progressos, e lemos: “Em Antioquia foram os discípulos pela primeira vez chamados cristãos”. Não foi nos dias brilhantes do Pentecostes que aos discípulos foi dado o nome de cristãos. Esse nome estava reservado para os crentes gentios. A princípio era um nome de censura, mas que honra era usá-lo! O povo vigiava-os e escutava o que diziam, e eles eram tão parecidos moralmente com o Cristo, e falavam tanto d’Ele, que era assim o único nome que lhes podiam dar, chamava-os “cristãos”. Oh! Oxalá que possamos ter o nome de cristãos por motivo do que somos e praticamos; que tanto em nossa casa como no nosso trabalho nós possamos ser conhecidos como cristãos por sermos como Cristo; que possam dizer de nós: “Fulano é na verdade um cristão temos a certeza disso!” Como podemos conseguir isto? Só permanecendo no Senhor, pois isto de maneira nenhuma pode vir da carne. Estes figos não podem ser colhidos do cardo da caída natureza humana. Temos de estar em contato com o Senhor. As nossas raízes, por assim dizer, têm que estar n’Ele. Quando assim for, esses característicos acima indicados hão de ser manifestados por nós, dando assim, motivo a mais de nos chamarem cristãos.

O Senhor Jesus foi suficiente para a Salvação da nossa alma. Reconhecemos que de nada serviria que nós ou qualquer outra pessoa se propusesse a efetuar essa obra grandiosa, e bem contentes ficamos em deixar o Senhor Jesus efetuá-la. Assim como recebemos a Cristo Jesus o Senhor assim caminhemos n’Ele. (Colossenses 2:6). Reconheçamo-lo ser suficiente em todo o nosso caminho como cristãos, assim como o foi quando o aceitamos. Sejamos agora tão simples na nossa fé como o fomos então. Toda a dificuldade desaparecerá então, porque ao permanecermos n’Ele a Sua graça cairá sem impedimento sobre nós, e é essa graça que nos há de levar para diante, e andando no poder dessa graça seremos conhecidos como cristãos.

A manifestação do amor de Deus

Há ainda outro toque para completar o lindo quadro. Veio nesse tempo de Jerusalém um profeta chamado Agabo, e profetizou que haveria uma grande fome por todo o mundo. Isto era uma crise muito séria porque todo o mundo sofreria com esta fome. Que fizeram estes cristãos? Disseram porventura: “Bem, é melhor tratarmos de nos prevenir para estarmos bem providos?” Não, pelo contrário disseram: “Quando esta fome vier, aqueles queridos discípulos em Jerusalém hão de ficar muito mal” É preciso que nós pensemos nas faltas dos nossos irmãos e façamos uma subscrição para eles. Tratavam do mal dos outros. Pensavam nos outros, e, queridos irmãos, é este o sinal que as Escrituras nos dão do amor divino, o amor de Deus, estar nos nossos corações. Se virmos os nossos irmãos necessitados e lhes cerrarmos as nossas entranhas, como estará em nós o amor de Deus? Este povo tinha em si o amor de Deus. Não era egoísta. Não pensava só em si, mas também nos outros. Isso deve ter sido muito agradável a Deus. Se a graça que existia nestes cristãos deleitava o coração de Barnabé, este amor em atividade deve ter deleitado o coração de Deus. Deve ter sido um grande prazer para Ele olhar para este mundo, através do qual se podia escrever a feia palavra “egoísmo”, e ver esta companhia de cristãos tão altruístas que não pensavam na sua própria necessidade, mas sinceramente olhava pelos outros. Isto era a manifestação da Sua vida neles.

Mas como procedemos nós, que somos crentes no Senhor Jesus, com respeito a isto? Somos filhos de Deus, e os filhos de Deus devem ter o caráter de seu Pai. Ele é o Deus que tudo dá. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho Unigênito” (João 3:16). Deus mostrou o seu amor por nós naquilo que fez. Somos nós chamados cristãos? Merecemos o nome porque somos como Cristo, no qual Deus foi perfeitamente revelado? Achará este maravilhoso amor de Deus um caminho para se patentear por meio de nós? Deus está procurando caminhos pelos quais Se possa patentear neste mundo. Ora na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo Ele foi inteiramente manifestado. Todos os pormenores do Seu bendito caráter foram manifestados em Jesus. A sua natureza foi amplamente revelada. Mas a luz do mundo foi desprezada e agora lemos, “vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14) Estamos aqui para patentear a Palavra da vida no meio de uma geração corrompida e perversa, no meio da qual resplandecemos como luminares. A glória de Deus está brilhando no rosto de Jesus no trono de Deus. Essa luz gloriosa – Deus inteiramente revelado – brilha desse bendito rosto, e tem brilhado dentro dos nossos corações para dar o conhecimento de Deus. Mas não brilha nos nossos corações para ali ser guardada. Temos este tesouro em vaso de barro (2ª Coríntios 4) para que possa brilhar de novo neste mundo, onde quer que estejamos. Deus está procurando instrumentos por onde Ele próprio Se possa manifestar. Como podemos nos tornar em tais instrumentos? Unicamente perseverando no Senhor. Se perseverarmos no Senhor seremos, pela graça que d’Ele recebemos, os instrumentos pelos quais se patenteará o que Deus é, no Seu amor, neste mundo, e assim se verão na verdade os efeitos daquelas maravilhosas palavras ditas pelo Senhor aos Seus discípulos: “Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós” (João 20:21).

Assim nós vemos pela consideração deste trecho, quão importante é para nós estarmos perseverando no Senhor. Tudo, quer seja o progresso da nossa própria alma, a bênção de homens em volta de nós, depende disto. Que Deus permita que todos nós sejamos grandemente impelidos a “perseverar no Senhor com propósito do coração”.

J.T.M.

"Leituras Cristãs - 1912"

 


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