Jesus Cristo é O Senhor

Rodrigo Souza Aquiar *

“Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também por ele” (1 Cor 8:6).

A religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças (Wikipedia, Religião, 2010).

Semelhante definição é encontrada em dicionários e referências especializadas em tal assunto. Com maior detalhe, expande-se a definição de religião como se segue:

Dentro do que se define como religião pode-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de fato muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É fato que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades ou deuses. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.

A religião não é apenas um fenômeno individual, mas também um fenômeno social. A igreja, o povo escolhido (o povo judeu), o partido comunista, são exemplos de doutrinas que exigem não só uma fé individual, mas também adesão a um certo grupo social. Atentem, por exemplo, às perseguições do Partido Comunista Chinês à seita Falun Gong. O Partido Comunista Chinês entende que a religião não seja necessária a sociedade chinesa.

A idéia de religião com muita freqüência contempla a existência de seres superiores que teriam influência ou poder de determinação no destino humano. Esses seres são principalmente deuses, que ficam no topo de um sistema que pode incluir várias categorias: anjos, demônios, elementais, semideuses etc. (Wikipedia, Religião, 2010).

Verifica-se que a religião trata-se de um recurso humano para tentar explicar eventos ou fatos que lhe foge da lógica. Deduz-se, então, que uma das características humanas responsável pela formulação de crenças e filosofias é o receio do inexplicável. Uma vez firmado em alguma ideologia, obtém-se as respostas necessárias para se viver tranquilamente.

Logo, aquela religião que lhe convier, seja através da cultura regional ou tradição familiar, é suficiente. Qualquer deus ou anjo é capaz de resolver nossos problemas mortais, pois tais seres estão acima da nossa natureza terrena. Até a morte não é vista mais como o fim de tudo, pois existe a reencarnação para aquele que acredita no espiritismo. Ainda existe a possibilidade de nos desencarnarmos e pairarmos sobre o plano astral e posteriormente mental, nos quais moram aqueles seres sobrenaturais que podem nos orientar a respeito da nossa vida terrena. Então, temos infindáveis recursos para termos uma vida plena. Deseja ser bem sucedido? Acredite com plena convicção em seu bom desempenho, que tal energia que emanará de sua mente provocará a conversão do universo ao seu favor. Também, autores de bestsellers nos revelam como somos grandiosamente capacitados. Por outro lado, outras seitas, como a maçonaria, acreditam que somos os próprios deuses, os senhores capazes de reger tudo e todos.

“Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também por ele” (1 Cor 8:6).

Por que acreditar somente na Bíblia, em Jesus Cristo , já que existe o alcorão ou torá, com tantas outras possibilidades?

Humanamente falando, Deus fez uma descrição na História, para destacar seu Filho, o Messias, o Salvador da humanidade, de qualquer outra pessoa que já viveu neste mundo – no passado, presente e futuro. Os detalhes específicos desta identificação podem ser encontrados no Velho Testamento, um documento que foi escrito durante um período de mil anos, e contém 300 referências à sua vida. Pelo método das probabilidades, as chances de que apenas 48 dessas profecias se cumprissem numa pessoa eram de 1 em (McDowell, 1989).

Biblicamente falando, apresenta-se em várias passagens a confirmação de um único Deus e um único Senhor:

A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão ele.” (Dt 4:35).

Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt 6:4).

Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão” (Dt 32:39).

Portanto, grandioso és, ó Senhor Deus, porque não há semelhante a ti, e não há outro Deus senão tu só, segundo tudo o que temos ouvido com os nossos ouvidos” (2 Sm 7:22).

Senhor, ninguém há como tu, e não há Deus fora de ti, segundo tudo quanto ouvimos com os nossos ouvidos” (1 Cr 17:20).

Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra” (Sl 83:18).

Porque tu és grande e fazes maravilhas; só tu és Deus” (Sl 86:10).

Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá” (Is 43:10).

Assim diz o Senhor, Rei de Israel, e seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” (Is 44:6).

Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro” (Is 45:18).

E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Mc 12:29).

Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós” (Ef 4:6).

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Tm 2:5).

Todas essas quatorze passagens, incluindo a de base do estudo, revelam que existem um só Deus e um só Senhor. Mas não há uma prova mais contundente, visto que ainda precisamos somente acreditar?

Há evidências concretas de que Jesus Cristo existiu. Além da probabilidade apresentada anterior, talvez a maior prova secular que Jesus realmente existiu seja o fato de que literalmente milhares de cristãos no primeiro século d. C., incluindo os doze apóstolos, se desprenderam a ponto de dar suas vidas como mártires por Jesus Cristo. As pessoas morrerão pelo que crêem ser verdade, mas ninguém morrerá pelo que sabe ser uma mentira.

Evidências inquestionáveis são deduzidas a partir do que é relatado na própria passagem em estudo – 1 Cor 8:6 – na qual demonstra que por Cristo são todas as coisas e nós também por Ele. As leis que regem o universo em todas as escalas de grandeza, a existência da consciência humana, secularmente comprovada por René Descartes (“Penso, logo existo”) são algumas das provas que por somente existirem consolidam o Senhorio de Cristo. Como tudo possui um alvo, tais provas apontam para Jesus e como tudo foi criado por alguém, então pertence a Deus, o Pai. Isso se deve pela questão da Santíssima Trindade, uma vez que Deus – como a Trindade plena – criou tudo, logo todas as coisas são para Ele mesmo, no caso para a pessoa de Jesus Cristo, o único Senhor.

Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente” (Jo 5:19).

Essa passagem mostra a intimidade da relação entre o Senhor e o Pai. Como tudo é do Pai e tudo é para o Senhor, logo existe uma coerência de ações entre as duas pessoas. Assim, sempre há uma comunicação extremamente clara e precisa, devido ao amor entre o Pai e o Filho.

Porque o Pai ama o Filho, e mostra-lhe tudo o que faz; e ele lhe mostrará maiores obras do que estas, para que vos maravilheis” (Jo 4:20).

Mesmo com tanta cumplicidade entre as pessoas da Santíssima Trindade, ambos existem por si só, para que a obra realmente seja realizada.

“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 4:26).

Tal passagem corrobora a existência do único Senhor e do Pai. E dessa forma a vida tornou-se possível para o homem por intermédio do Filho.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.” (Jo 1:1-5).

Por definição, verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma, sendo a outra o substantivo. É o verbo que determina o tipo do predicado, que pode ser predicado verbal, nominal ou verbo-nominal. O verbo pode designar ação, estado ou fenômeno da natureza. (Wikipedia, 2009).

Tal definição mostra que “verbo” é responsável pela revelação da ação de um período. Assim, a metáfora empregada em João 1:1, referindo a Cristo como o Verbo, demonstra que se trata dessa pessoa da Santíssima Trindade como aquele que atua, o responsável para executar a vontade do Pai, como foi descrito acima – Jo 5:19 – seguindo uma organização estabelecida desde o princípio. A partir dessa dedução, poderemos retornar à Bíblia e verificarmos a atuação do Filho desde sempre, porque a partir de Gn 2:4 Deus é tratado como o Senhor Deus. Até o versículo 3 do mesmo capítulo, Deus, tratado somente pela palavra Deus, via que as coisas criadas eram boas. Interessante notar que o Pai poderia estar como um espectador, enquanto o Filho – o Senhor – criava as coisas. Além disso, o homem se retratava com o Senhor Deus.

Essa dedução não é empregada para desmerecer a atuação do Deus Pai, muito menos para isolar as pessoas da Santíssima Trindade, pois todos os três trabalham em consonância, demonstrando tal unicidade na primeira frase da Bíblia: “No princípio criou Deus os céus e a terra.” (Gn 1:1).

“Só tu és Senhor. Fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo o que nela há, os mares e tudo o que neles há. Tu os conservas com vida a todos, e o exército dos céus te adora.” (Ne 9:6).

Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” (Hb 11:3).

Deus, o Pai, criou o mundo por falar; Deus, o Filho, criou o mundo por atuar; Deus, o Espírito Santo, criou o mundo por capacitar. Deus, o Pai, falou e as coisas se fizeram automaticamente? Ou Deus, o Pai, falou e o Filho atuou e criou por Ele? Dessa forma, relevante repetir o versículo em estudo: “todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também por ele.” Uma vez que a vida é por intermédio do Filho, ainda pessoalmente acredito que o Pai falou e o Filho criou. Não se trata de que o Filho tem autonomia, pois o próprio Jesus disse em Jo 5:19: “em verdade, em verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma; ele só pode fazer o que vê o Pai fazendo, porque tudo o que o Pai faz, o Filho o faz igualmente.”

Uma questão de respeito ao seu Pai é realizar exatamente o que Ele deseja, assim atuou Cristo no mundo. Antes de vir ao mundo, o Filho possuía as suas responsabilidades dentro da Santíssima Trindade. Após vir ao mundo e retornar aos céus, recebeu seu galardão, sendo que lhe foi acrescentado uma nova tarefa, interceder pelos homens diante do Pai. Isso revela como Jesus Cristo é o responsável pelas “atividades braçais” – assim descrita com a maior reverência – da Santíssima Trindade. É o papel do único Senhor que realmente existe.

Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.” (1 Cor 12:3).

Quem não entende, por todas estas coisas, que a mão do Senhor fez isto?” (Jó 12:9).

Ao referir a tarefas que realiza, Cristo revela que essas foram dadas pelo Pai. Até mesmo as pessoas que foram, são e serão salvas pela obra de Cristo foram dadas ao Filho pelo Pai, como se diz em:

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; ninguém poderá arrebatá-las da minha mão. Meu Pai, que as deu a mim, é maior do que todos; ninguém pode arrebatá-las da mão dele.” (Jo 10:27-29).

Maior clareza em relação a atuação distinta do Filho e do Pai foi dada nessa passagem, o que necessitou em corroborar a unicidade da Santíssima Trindade em um único versículo, logo em seguida. “Eu e o Pau somos um.” (Jo 10:30). Dessa forma, tão óbvio como a atuação distinta das pessoas e como a unicidade revelam quão coerentes são o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

REFERÊNCIAS

McDowell, J. (1989). Mais que um carpinteiro. Betânia.

Wikipedia. (5 de Janeiro de 2010). Religião. Acesso em 5 de Janeiro de 2010.

Wikipedia. (27 de Dezembro de 2009). Verbo. Acesso em 05 de Janeiro de 2010.

* Rodrigo Souza Aguiar é Engenheiro Químico

 


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