12 PERGUNTAS AOS ANTI-SABATISTAS
SOBRE CRISTO E O SÁBADO

1) Por que Cristo, como autor do sábado--pois criou todas as coisas (João 1:3; Heb. 1:2)--de repente decidiu insurgir-Se contra um princípio estabelecido por Ele próprio e resolve empenhar-Se em campanha para desqualificar o preceito que Deus estabeleceu como sinal especial entre Ele e o Seu povo (Êxo. 31:13; Eze. 20:12, 20)?

Obs.: É estranho realmente que Ele pareça ter resolvido, sabe-se lá por quê, que não foi uma boa ideia, afinal de contas, criar essa regra, como fica implícito na teologia novidadeira dos adeptos do dispensacionalismo anti-sabático. A Bíblia de Estudo Pentecostal mesmo confirma que o princípio do sábado (reinterpretado para o domingo) é o SINAL entre Deus e Seus filhos, ao declarar: “Assim como o sábado era um sinal do concerto de Israel como povo de Deus (Êx 31.16,17), o dia de adoração do cristão . . . é um sinal de que este pertence a Cristo”.

2) Se o sábado foi feito “por causa do homem”, por que Cristo agora iria querer convencer os homens a não valorizarem aquilo que foi estabelecido por sua causa (Mar. 2:27)?

Obs.: Recordando que a passagem toda demonstra Sua preocupação em CORRIGIR a maneira de observar o sábado e não sugerir que o mandamento era para ser desprezado--“o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem {foi criado} por causa do sábado”. Este comentário complementar do Cristo confirma a ligação que Ele faz entre a criação do homem e a do sábado por causa do homem, como é admitido historicamente pelos cristãos todos, e mais modernamente por pentecostais (como no citado comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal sobre Gên. 2:2, 3).

3) Aliás, que tal explicar exatamente este texto--pois se “o sábado foi feito por causa do homem-anthropós”, isso inclui o homem desde o primeiro deles--ou seja, Adão! Assim, como pode ser um preceito cerimonial se o sábado foi estabelecido ANTES do ingresso do pecado--Gên. 2:2, 3?

Obs.: Mat. 19:5 e 6 destrói o argumento de que esse seria apenas “o homem judeu” (já que o casamento é também para o homem-anthropós universal, não só para o judeu) e tudo quanto tinha caráter cerimonial é de DEPOIS do ingresso do pecado, justamente como meio de superá-lo.

4) Se Cristo depreciava o mandamento e quis passar essa “mensagem” a Seus seguidores, por que as santas mulheres que preparavam unguentos para  embalsamar o Seu corpo, não captaram tal noção na época de Sua morte, mas “no sábado descansaram segundo o mandamento” (Luc. 23:56)?

Obs.: Alegar que elas eram judias e não sabiam da Ressurreição é puro sofisma, pois elas demonstram que como seguidoras próximas do Mestre, não aprenderam com Ele: a) que com Sua morte o sábado perdia o sentido; b) que quem O tem como Salvador encontrou o “descanso da salvação” e daí dispensaria o descanso físico e mental do sábado (o que nem tem lógica, pois seria confundir descanso material com descanso espiritual).

5) Se Cristo depreciava o mandamento do sábado ou quis passar essa “mensagem anti-sabática” a Seus seguidores, por que o evangelista Lucas, 30 anos depois, ao narrar o episódio dessas mulheres que “no sábado descansaram segundo o mandamento”, não diz nada que era o sábado “da velha lei” ou algo semelhante, mas, na sua própria perspectiva nessa época tardia, era o sábado “segundo o mandamento”?

Obs.: O evangelista Lucas era muito cuidadoso em precisão de seus relatos e muito detalhista (ver Lucas 1:1-4).

6) Se Cristo depreciava o mandamento do sábado ou quis passar essa “mensagem anti-sabática” a Seus seguidores, por que, ao contrário, quando predizia os difíceis tempos de perseguição que a Igreja sofreria após Sua partida, recomendou-lhes: “Orai para que a vossa fuga não ocorra no inverno nem no sábado” (Mat. 24:20)?

Obs.: Cristo está predizendo que duas coisas continuariam a existir após Sua partida: a) o inverno e suas dificuldades em fugir para os montes nessa estação; b) a observância do sábado pelos cristãos. E Ele não Se limita a falar do ambiente urbano, pois também apela aos que estariam “na Judeia” e “no campo” (vs. 16 e 18).

7) Se Cristo depreciava o mandamento do sábado ou quis passar essa “mensagem anti-sabática” a Seus seguidores, por que declarou-Se senhor do sábado” (Mat. 12:8)?

Obs.: Cristo fazia tal declaração no sentido de que tinha autoridade para estabelecer a forma de observar o sábado, sem os extremos impostos pelos líderes judaicos. Ele também Se declarou “maior do que o templo”. Pode-se dizer que assim como Ele expulsou os vendilhões do templo, também expulsou do sábado os excessos de regras sem sentido dos fariseus quanto à prática do preceito.

8) Se Cristo depreciava o mandamento do sábado ou quis passar essa “mensagem anti-sabática” a Seus seguidores, por que recomendou indiretamente a guarda do sábado ao dizer às multidões que O ouviam e a Seus seguidores mais diretos (continuadores de Sua obra) que praticassem TUDO o que os seus líderes religiosos diziam, mas não numa obediência hipócrita (pois contradiziam suas palavras por suas ações), sendo que uma das coisas que esses religiosos diziam era para observarem cuidadosamente o sábado (ver Mat. 23:1, 2 cf. Luc. 13:14)?

Obs.: Cristo recomendou também que a justiça deles devia superar a dos escribas e fariseus, ou seja, respeitar a lei de modo superior à prática deles (o que incluía o sábado), se quisessem ir para o céu (Mat. 5:20).

9) Se Cristo depreciava o mandamento do sábado ou quis passar essa “mensagem anti-sabática” a Seus seguidores, por que jamais disse qualquer coisa quanto à abolição da lei, ou mesmo sua alteração em qualquer sentido por todo o Seu Sermão da Montanha de Mateus 5 a 7 (muito ao contrário), ou mesmo por todos os evangelhos?

Obs.: Caso desqualificasse na mínima medida “o mínimo” dentre os mandamentos, Cristo teria que ser considerado, Ele próprio, “o mínimo no reino dos céus” à luz do que disse em Mat. 5:17-19, especialmente o vs. 19. E o sábado era um dos preceitos “máximos”.

10) Se Cristo em Mat. 12:5 dava a entender que no sábado os sacerdotes o violavam ao executar suas tarefas sagradas no Templo com isso isentando Seus seguidores de respeitarem tal mandamento, por que isso só se aplicaria de Seu tempo para cá, e não também ao tempo anterior, quando os sacerdotes assim agiam?

Obs.: Por aí se vê a incoerência dos anti-sabatistas, valendo-se de um argumento que não faz sentido algum em termos sequer cronológicos. Cristo usa a expressão “violam” retoricamente e o sentido é de que Seus discípulos apenas exerciam um direito legal ao colherem as espigas para comer no ato (ver Deu. 23:24, 25), sendo eles em certo sentido sacerdotes de Seu ministério, pois estavam a serviço Daquele que é “maior do que templo”. A acusação dos fariseus contra a prática deles é, pois, inteiramente falsa.

11) Ainda sobre o tão explorado texto de Mat. 12:5, a violação do sábado pelos israelitas foi causa de irem para o cativeiro babilônico (Jer. 17:27), mas por que não poderiam alegar que isso era injusto na época, já que os sacerdotes no seu tempo também “violavam” o sábado e ficavam sem culpa?

Obs.: Os anti-sabatistas muitas vezes tomam o partido dos ACUSADORES de Cristo e Seus discípulos, em vez de preferirem tomar o partido de Jesus!  Mas esses acusadores nem se entendiam ao levantarem essa falsa acusação, havendo grandes disputas entre eles a respeito--ver João 9:16.

12) Outra incoerência dos anti-sabatistas é alegar que o sábado é mera “sombra”  do descanso da salvação propiciado por Cristo, mas por que, então, valem-se desse descanso semanal, que significaria permanecer na “sombra”, negando a realidade?

Obs.: Os anti-sabatistas que se valem desse argumento deviam trabalhar, trabalhar, trabalhar todos os sete dias, só parando à noite para descansar, para que não neguem a Realidade--Cristo, já que o sábado de descanso, seja no dia que for, seria mera representação da salvação.

Prof. Azenilto G. Brito
Ministério Sola Scriptura

Bessember, Ala., USA

 


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