DEZ PERGUNTAS SOBRE O TEMA
DA  IMORTALIDADE DA ALMA

1o. - Por que Jesus diz a Seus seguidores que subiria para lhes “preparar lugar” nas moradas celestes, mas realça a ocupação delas quando do reencontro com eles ao retornar para os receber, não quando morressem e suas almas fossem para o céu para as irem ocupando (João 14:1-3)?

Obs.: A noção popular é de que na morte a alma parte para o céu, onde encontrará a Cristo e todos os demais que já para lá foram. Mas é estranho que Jesus nada diga dessas moradas estarem disponíveis antes do tempo de Seu retorno, indicando que só então levará os Seus consigo para ocuparem ditas moradas.

2o. - Por que Jesus, quando confortava as irmãs do falecido Lázaro, além de ter empregado antes a metáfora do sono—“Nosso amigo Lázaro está dormindo. . .”—não lhes indicou que o falecido estava na glória celestial, mas referiu-lhes a esperança da ressurreição (João 11:17-27)?

Obs.: Entre as pessoas religiosas é tão comum consolarem-se os enlutados falando de como seus falecidos estão bem, felizes por terem trocado este mundo de sofrimento e dor pela habitação nos “páramos da glória. . .”. Contudo, não é este o quadro do diálogo do evento da morte de Lázaro, tanto da parte de Cristo quanto das enlutadas irmãs de Lázaro. O tema da conversação entre eles não é o suposto destino celestial do fiel seguidor de Cristo, mas a FUTURA ressurreição dos mortos.

3o. - Quando Cristo ressuscitou a Lázaro, após estar o seu amigo morto por quatro dias, tirou-o do céu, do inferno ou do purgatório? Se foi do céu fez-lhe uma maldade trazendo-o de volta para sofrer nesta Terra. Se foi do inferno (pouco provável, pois ele era um seguidor do Mestre), concedeu-lhe uma segunda oportunidade de salvação, o que é antibíblico.

Obs.: Esta pergunta dispensa maiores comentários. A lógica da questão é inescapável: Lázaro ressuscitou e não trouxe nenhuma informação do mundo do além. Se tivesse algo a contar, sem dúvida o evangelista João teria o maior interesse e prazer em reproduzir suas palavras e testemunho no seu evangelho.

4o. - Por que Cristo e Paulo acentuam que os mortos ouvirão a voz do arcanjo e a trombeta divina, sendo “despertados” do sono da morte (Mateus 24:30; 1 Tessalonicenses 4:16), quando suas almas supostamente vêm do céu, inferno, purgatório para reincorporarem, estando já bem despertas?

Obs.: A metáfora do sono para a morte é constante, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Diante de claros textos que tratam da inconsciência dos mortos (que “não louvam o Senhor”—Salmo 115:17) nota-se o porquê do uso de tal metáfora, como no Salmo 13:3—“o sono da morte”; em Daniel 12:2, “dormem no pó da terra”; João 11:11, “Lázaro adormeceu”; 1 Tess. 4:13, “os que dormem”; 1 Cor. 15:18, “os que dormiram em Cristo”. . .: é que na morte prevalece uma condição de INCONSCIÊNCIA para aqueles que morreram.

Eis outras passagens que claramente apresentam a morte como um sono: Salmo 13:3 e Eclesiastes 9:5,10; Isaías 38:18,19; 1 Reis 2:10; 1 Reis 11:43; Jó 14:10-12; Jeremias 51:39.

5o. - Por que Paulo, ao discutir específica e detalhadamente em 1 Tessalonicenses 4:13-18 e, especialmente, 1 Coríntios cap. 15, como será o reencontro final de todos os salvos com o Salvador em parte alguma fala de almas vindas do céu, ou seja de onde for, para reincorporarem?

Obs.: Assim como no início da história do homem não consta qualquer “alma imortal” sendo introduzida no ser original, nada consta sobre almas vindas do céu, inferno ou purgatório para reincorporarem quando do surgimento dos que se foram na ressurreição.

6o. - Paulo diz aos tessalonicenses ainda que não deviam lamentar pelos seus amados falecidos que “dormiam”, encerrando com a recomendação: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (vs. 18). Ele nunca diz que já desfrutavam as bênçãos celestiais, e sim que estavam “dormindo” e seriam despertados. Por que a consolação deriva da promessa da ressurreição, e não de que as almas de seus entes queridos já estivessem no céu?

Obs.: Também esta é de clareza indiscutível. A consolação derivaria da esperança da ressurreição, não do fato de que os que “dormiam” estivessem já no desfrute das glórias celestiais.

7o. - Paulo diz claramente que sem a ressurreição dos mortos—confirmada e garantida pela do próprio Cristo—os que dormiram em Cristo pereceram” (1 Coríntios 15:16 a 18). Por que pereceram, já que deviam estar garantidos com suas almas no céu?

Obs.: O tema dominante do capítulo é a ressurreição dos mortos, assim a lógica da pergunta também é inescapável. Em 1 Tessalonicenses 4:14 é dito que Cristo “trará juntamente em Sua companhia os que dormem”, mas todo o teor da passagem e do ensino bíblico é de que Ele os trará, não do céu, mas das sepulturas (ver João 5:28, 29; Daniel 12:2).

8o. - Mais adiante no mesmo capítulo Paulo confirma o que disse nos vs. 16 a 18, acentuando que arriscou morrer lutando com feras, dando a entender que se morresse estaria também perdido (vs. 32). Ao comentar, “comamos, bebamos que amanhã morreremos”, não estaria claramente indicando que sem a realidade da ressurreição, não há esperança alguma de vida eterna?

Obs.: À luz da pergunta anterior, esta revela-se indiscutivelmente uma prova irrefutável de que Paulo não pensava em termos de uma “alma imortal” indo para o céu quando da morte, pois não tinha ele próprio tal esperança. Sua expectativa é expressa em 2 Tim. 4:6-8 onde fala que “naquele dia” esperava receber o seu galardão eterno. Para ele, se não fosse pela ressurreição, nem valia a pena viver pois a morte seria o fim de tudo. É interessante examinar também os vs. 30 e 31: “E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora? Dia após dia morro!...” A idéia de morte/ressurreição sem nada de intermeio é claríssima.

9o. - Por que Jó fala da sua esperança em ver o Redentor “na minha carne”, quando Ele por fim “se levantará sobre a Terra”, e não quando sua alma fosse para o céu na morte (Jó 19:25)?

Obs.: No capítulo 14 o patriarca Jó já dá um golpe de misericórdia sobre a crença da imortalidade da alma comparando a morte a um lago que se seca e um rio que se evapora. Agora ele ressalta que esperava ver ao Redentor só quando este Se levantasse sobre a Terra (o 2o. advento de Cristo) e quando tivesse de volta o seu corpo, revestido da sua pele, não quando sua alma fosse para o céu.

10o. - Por que as palavras “alma” e “espírito” aparecem tantas vezes na Bíblia, em diferentes sentidos e contextos, mas nunca vêm acompanhadas dos adjetivos “imortal”, “eterno”, perpétuo, além do fato de que em vez de declarar que alma não morre jamais, o que a lemos é sobre morte da alma, tanto no Velho quanto no Novo Testamento (Eze. 18:4 e Tiago 5:20)?

Obs.: Um fato embaraçoso para os dualistas cristãos é que não se sabe de nenhum povo pagão, do presente ou do passado, que haja deixado de crer em almas e espíritos (inclusive atribuindo isso a coisas tais como vulcões, florestas, rios ou animais) para crer que “vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28, 29). A crença na ressurreição final de todos os mortos é característica do cristianismo genuíno que não devia acolher noções claramente do paganismo. É fruto da primeira mentira proferida pelo diabo sobre este planeta, “É certo que não morrereis” (Gên. 3:4).

Por que Jesus diz a Seus seguidores que subiria para lhes “preparar lugar” nas moradas celestes, mas realça a ocupação delas quando do reencontro com eles ao retornar para os receber, não quando morressem e suas almas fossem para o céu para as irem ocupando (João 14:1-3)?

Obs.: A noção popular é de que na morte a alma parte para o céu, onde encontrará a Cristo e todos os demais que já para lá foram. Mas é estranho que Jesus nada diga dessas moradas estarem disponíveis antes do tempo de Seu retorno, indicando que só então levará os Seus consigo para ocuparem ditas moradas.

Por que Jesus, quando confortava as irmãs do falecido Lázaro, além de ter empregado antes a metáfora do sono - “Nosso amigo Lázaro está dormindo...” - não lhes indicou que o falecido estava na glória celestial, mas referiu-lhes a esperança da ressurreição (João 11:17-27)?

Obs.: Entre as pessoas religiosas é tão comum consolarem-se os enlutados falando de como seus falecidos estão bem, felizes por terem trocado este mundo de sofrimento e dor pela habitação nos “páramos da glória...”. Contudo, não é este o quadro do diálogo do evento da morte de Lázaro, tanto da parte de Cristo quanto das enlutadas irmãs de Lázaro. O tema da conversação entre eles não é o suposto destino celestial do fiel seguidor de Cristo, mas a FUTURA ressurreição dos mortos.

Quando Cristo ressuscitou a Lázaro, após estar o seu amigo morto por quatro dias, tirou-o do céu, do inferno ou do purgatório? Se foi do céu fez-lhe uma maldade trazendo-o de volta para sofrer nesta Terra. Se foi do inferno (pouco provável, pois ele era um seguidor do Mestre), concedeu-lhe uma segunda oportunidade de salvação, o que é antibíblico.

Obs.: Esta pergunta dispensa maiores comentários. A lógica da questão é inescapável: Lázaro ressuscitou e não trouxe nenhuma informação do mundo do além. Se tivesse algo a contar, sem dúvida o evangelista João teria o maior interesse e prazer em reproduzir suas palavras e testemunho no seu evangelho.

Por que Cristo e Paulo acentuam que os mortos ouvirão a voz do arcanjo e a trombeta divina, sendo “despertados” do sono da morte (Mateus 24:30; 1 Tessalonicenses 4:16), quando suas almas supostamente vêm do céu, inferno, purgatório para reincorporarem, estando já bem despertas?

Obs.: A metáfora do sono para a morte é constante, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Diante de claros textos que tratam da inconsciência dos mortos (que “não louvam o Senhor” - Salmo 115:17) nota-se o porquê do uso de tal metáfora, como no Salmo 13:3-“o sono da morte”; em Daniel 12:2, “dormem no pó da terra”; João 11:11, “Lázaro adormeceu”; 1 Tess. 4:13, “os que dormem”; 1 Cor. 15:18, “os que dormiram em Cristo”...: é que na morte prevalece uma condição de INCONSCIÊNCIA para aqueles que morreram.

Eis outras passagens que claramente apresentam a morte como um sono: Salmo 13:3 e 146:4; Eclesiastes 9:5,10; Isaías 38:18,19; 1 Reis 2:10; 1 Reis 11:43; Jó 14:10-12; Jeremias 51:39.

Por que Paulo, ao discutir específica e detalhadamente em 1 Tessalonicenses 4:13-18 e, especialmente, 1 Coríntios cap. 15, como será o reencontro final de todos os salvos com o Salvador em parte alguma fala de almas vindas do céu, ou seja de onde for, para reincorporarem?

Obs.: Assim como no início da história do homem não consta qualquer “alma imortal” sendo introduzida no ser original, nada consta sobre almas vindas do céu, inferno ou purgatório para reincorporarem quando do surgimento dos que se foram na ressurreição.

Paulo diz aos tessalonicenses ainda que não deviam lamentar pelos seus amados falecidos que “dormiam”, encerrando com a recomendação: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (vs. 18). Ele nunca diz que já desfrutavam as bênçãos celestiais, e sim que estavam “dormindo” e seriam despertados. Por que a consolação deriva da promessa da ressurreição, e não de que as almas de seus entes queridos já estivessem no céu?

Obs.: Também esta é de clareza indiscutível. A consolação derivaria da esperança da ressurreição, não do fato de que os que “dormiam” estivessem já no desfrute das glórias celestiais.

Paulo diz claramente que sem a ressurreição dos mortos - confirmada e garantida pela do próprio Cristo - “os que dormiram em Cristo pereceram” (1 Coríntios 15:16 a 18). Por que pereceram, já que deviam estar garantidos com suas almas no céu?

Obs.: O tema dominante do capítulo é a ressurreição dos mortos, assim a lógica da pergunta também é inescapável. Em 1 Tessalonicenses 4:14 é dito que Cristo “trará juntamente em Sua companhia os que dormem”, mas todo o teor da passagem e do ensino bíblico é de que Ele os trará, não do céu, mas das sepulturas (ver João 5:28, 29; Daniel 12:2).

Mais adiante no mesmo capítulo Paulo confirma o que disse nos vs. 16 a 18, acentuando que arriscou morrer lutando com feras, dando a entender que se morresse estaria também perdido (vs. 32). Ao comentar, “comamos, bebamos que amanhã morreremos”, não estaria claramente indicando que sem a realidade da ressurreição, não há esperança alguma de vida eterna?

Obs.: À luz da pergunta anterior, esta revela-se indiscutivelmente uma prova irrefutável de que Paulo não pensava em termos de uma “alma imortal” indo para o céu quando da morte, pois não tinha ele próprio tal esperança. Sua expectativa é expressa em 2 Tim. 4:6-8 onde fala que “naquele dia” esperava receber o seu galardão eterno. Para ele, se não fosse pela ressurreição, nem valia a pena viver pois a morte seria o fim de tudo. É interessante examinar também os vs. 30 e 31: “E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora? Dia após dia morro!...” A idéia de morte/ressurreição sem nada de intermeio é claríssima.

Por que Jó fala da sua esperança em ver o Redentor “na minha carne”, quando Ele por fim “se levantará sobre a Terra”, e não quando sua alma fosse para o céu na morte (Jó 19:25)?

Obs.: No capítulo 14 o patriarca Jó já dá um golpe de misericórdia sobre a crença da imortalidade da alma comparando a morte a um lago que se seca e um rio que se evapora. Agora ele ressalta que esperava ver ao Redentor só quando este Se levantasse sobre a Terra (o 2o. advento de Cristo) e quando tivesse de volta o seu corpo, revestido da sua pele, não quando sua alma fosse para o céu.

Por que as palavras “alma” e “espírito” aparecem tantas vezes na Bíblia, em diferentes sentidos e contextos, mas nunca vêm acompanhadas dos adjetivos “imortal”, “eterno”, perpétuo, além do fato de que em vez de declarar que alma não morre jamais, o que a lemos é sobre morte da alma, tanto no Velho quanto no Novo Testamento (Eze. 18:4 e Tiago 5:20)?

Obs.: Um fato embaraçoso para os dualistas cristãos é que não se sabe de nenhum povo pagão, do presente ou do passado, que haja deixado de crer em almas e espíritos (inclusive atribuindo isso a coisas tais como vulcões, florestas, rios ou animais) para crer que “vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28, 29). A crença na ressurreição final de todos os mortos é característica do cristianismo genuíno que não devia acolher noções claramente do paganismo. É fruto da primeira mentira proferida pelo diabo sobre este planeta, “É certo que não morrereis” (Gên. 3:4).

Prof. Azenilto G. Brito
Ministério Sola Scriptura
Bessemer, Ala., USA

 


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